Poeminha mitológico

Numa noite serena e fria
desafiando meu próprio eu
questionei o próprio Orfeu
serei eu bom em poesia?Se até passáros o ouviam
também eu exijo o silenciado
foi presente do Deus multifacetado
e para retirar o som de vento daquilo?

Quisera o Destino entretanto
apaixonar-se por uma de beleza fenomenal
virou assim a história um folhetim infernal
(um rabo de saia …qual o espanto?)

Sobrou até pro Aristeu
na verdade foi nem sobra
e assim foi que a cobra
picou o sonho de Orfeu

Transtornado de aflição
passou a conversa no Caronte
o seu pranto era um monte
que adomeceu até o cão

Chegando ao mundo dos esquecidos
Foi sua música novamente entoada
pode assim resgatar sua amada
deixando os deuses comovidos

 
Aha ha mas mesmo na mitologia
nada é entregue sem uma condição
deduzimos aí que se fazia escuridão
pois ele só poderia vê-la a luz do dia 

Apesar da curiosidade ser uma mazela
bem sabemos inerente à mulher
Orfeu nem por um minutinho sequer
titubeou em dar uma espiadela

E assim selou o final
de um amor, uma vida, uma lira
Eurídice sem chances de defesa, vira
em uma pobre estátua de sal

Mas não pensem ter acabado
tragédia pouca é bobagem
para não perder a viagem
o pobre ainda morreu dardejado.

Quiça um dia este apontamento
será por estudiosos analisado
O que queria dizer aquele jumento
me xingará algum aluno injuriado

Pois já aviso de antemão
pesia sobre Orfeu e Eurídice?
É preciso um corpo são
e uma mente tapada de parvoíce

Fim. Ufa!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s