De princesas, gatos sorridentes e afins.

 Hoje li por aí que o Principe William e a Princesa Kate estão grávidos novamente.

Como assim , grávidos? O casamento deles foi ainda ontem…

daminha

 Este é um conto de princesas moderno baseado em fatos reais mas tão distante de nós mortais que pode ser considerado ficcional. Ou no mínimo surreal. É a história de uma garota determinada e objetiva chamada Catherine que nasceu em um país maravilhoso onde também  nasceram famosos importantes para a cultura do mundo e o bem estar da humanidade geral como Shakespeare, Sex Pistols e Harry Potter. Catherine nasceu do povo,  isto não significa em nada gostar de samba, comer feijoada em inauguração de laje e fazer a unha em manicure de bairro. A realidade de se morar em um país maravilhoso é que mesmo  nascendo do povo, podia ela estudar em uma escola de bacanas, esquiar na Suiça e vestir Dior para o chá das cinco horas. Foi em um destes chás que em um belo dia, Catherine visualizou um coelho branco de colete xadrez carregando um relógio de bolso, sob a fina neblina de uma tarde tipicamente londrina. Tirando o fato da visão  ser um coelho, Catherine não estranhou muito mais,  pois os habitantes de seu maravilhoso país costumavam usar o tom xadrez até mesmo nos guarda chuvas e tornaram-se conhecidos por sua pontualidade até para tomar chá.  E também, pensara ela,  o que era um coelho branco falante meio amalucado  perto do que viria a acontecer naquele final de tarde, onde uma lagarta azul, um gato com um sorriso que posteriormente inspiraria o Coringa , um chapeleiro aficionado por Dom Quixote de La Mancha e  uma lebre de março apesar da história em questão se passar em agosto serem os convidados principais de um fumegante e cada vez mais forte chá de folhas e flores, culpa disto da lagarta que ria muito e por ter  olhos miudinhos e puxados, herança  da avó materna coreana, não via que cada vez mais enchia o bule com aquele preparado perfumado enquanto contava histórias de quando servira no Paraguai, embalados todos ao som de Deep Purple. 

 Catherine, no entanto, se mantinha muito consciente e volta e meia memorizava o hino de seu país maravilhoso, sinal este, enquanto a letra encontrava-se afiada na ponta de sua língua,  que não estava se deixando hipnotizar por aquela infusão de sonho e  realidade em doses amplificadas. Depois de muitos bules de chá e biscoitinhos amanteigados de cravo e canela, Catherine se encheu daquele povo nonsense todo e gentilmente foi despedindo todo mundo prometendo a todos que um dia voltariam a se reunir no palácio de Buckingham , porque não, já que era para viajar, que viajassem em grande estilo real. O gato sempre simpático antes de bater em retirada, levando a tiracolo a lagarta desmaiada em um braço e a lebre ensandecida cantando “God save the Queen”  em outra, ainda parou para atender uma súplica da bela Catherine que desorientada lhe perguntava se ele como gato, conhecido por seu lado mais racional do que emotivo, saberia que caminho ela deveria tomar para alcançar seu sonho de tornar-se uma linda princesa. Ele pensou seriamente em contar-lhe a verdade sobre príncipes e sapos mas para não perder sua fama de auto suficiência arrogante por anos ostentada por toda classe felina  limitou-se a mandá-la andar. O que Catherine fez por muito tempo até topar com seu princípe encantado nos corredores da universidade que ambos frequentavam, ele como alteza real e ela como plebéia ( coisas somente possíveis em um país maravilhoso)  e sobre  as bênçãos da Rainha de Copas , darem o maior regabofes já feito no país maravilhoso para celebração de seu casamento também maravilhoso. 

 Como toda ladie que se preza, não esqueceu ela de convidar seus antigos parceiros de chá, mas de todos somente compareceu o chapeleiro enlouquecido por ter tido seu nome citado na Vogue francesa e se achando o último cookiezinho inglês do pacote mandou ver na criatividade da confecção dos chapéus para as damas da alta society. A lagarta azul retirara- se no Tibet onde vivia feliz há sete anos, a lebre de março casara-se com uma arara azul e passava suas férias no Rio e o gato de Cheshire encontrava-se em um dos seus raros momentos de mau humor , que sempre quando isto acontecia, distanciava- se de tudo e todos para refletir sobre sua existência e a superficialidade dos sentimentos humanos. Casara-se pois Catherine com toda pompa e toda honra esperadas a uma linda princesa e depois da cerimônia perfeita , com o aval da Rainha de Copas que feliz usando um conjuntinho em homenagem ao seu doce preferido, o quindim, elogiara a festa e não mandara decapitar ninguém pois tudo saíra aos conformes, pegara seu princípe encantado  que ostentava um sorriso abobado do qual não conseguia se livrar e desfilaram em carruagem aberta pelas ruas de seu país maravilhoso cujos habitantes  regozijavam-se com a felicidade de ambos e também por ganharem um feriadinho para emendar com o final de semana, afinal de contas a lua de mel devia ser para todos, acreditavam.

  Perto dali um sacristão foi visto dando piruetas acrobáticas comemorando o sucesso da cerimônia. O que muitos não sabem, é que a exótica criatura era nada mais, nada menos do que o  chapeleiro maluco , que eufórico com o sucesso de seus chapéus excêntricos, resolvera comemorar afanando uma roupa de padre para não chamar muito atenção e poder extravasar a tremenda bola dentro. Como tratava-se de um conto de fadas moderno, veio a bombar no You Tube.

 
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