Vidas quase secas

Reler Vidas Secas de Graciliano Ramos é como recordar profundas dores antigas. Bem sei o porquê. Chorei quando o li aos nove anos de idade. Choro agora enquanto acompanho uma vez mais a saga de Fabiano e sua família. Que autor consegue entrar na cabeça de cada personagem e ver a forma tão particular como cada um vê a vida, vida esta que se apresenta desgraçadamente igual para todos? Que autor consegue entrar na cabeça de um animal e sentir com ele todo o medo, aflição, confusão, esperança, dor e desespero frente a morte? Choro com Fabiano, com Sinhá Vitória, com o filho mais novo, com o filho mais velho. Choro com Baleia. Mas tal qual ela, ainda sonho com um mundo de preás. Em nossas agonias, Baleia e eu sonhamos com um mundo repleto de preás.

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