Da síndrome…

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A mão envelhecida
troca a água do bebedouro
Com que cuidado limpa o poleiro
quanta dedicação a ele conferida
Sua cabecinha emplumada
não concebe o cativeiro
espia, admira-se, aquiesce
e com seu lamento, agradece
o pequenino refém de Estocolmo.
Sonha em voar sem destino
enquanto aguarda a arrumação
quase pôde sentir o vento
ao dar uma cabriola
Afasta-se a mão
o pequeno desperta
entre as varetas vê o mundo sozinho
ignora suas asas
e mesmo a portinhola
há muito aberta.

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